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Ações da Méliuz disparam 17% após vendas recordes em novembro

A empresa de cashback (dinheiro de volta) Méliuz (CASH3) informou na véspera que durante o mês novembro, quando ocorreu a Black Friday, seu GMV (valor bruto de venda de mercadorias) atingiu R$ 923 milhões, o que representa crescimento de 87% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em comunicado, a empresa informou que a quantia representou um recorde histórico alcançado em um único mês. Por volta das 13h, os papéis da empresa avançavam 17% na B3.

A empresa também informou que o número de novos compradores subiu 82% no comparativo anual, e o número total de compradores aumentou 70%.

“O período da Black Friday é considerado o mais importante do ano principalmente para o setor varejista, por ser quando ocorre o maior volume de vendas. Para o Méliuz ,o período é ainda mais importante, pois historicamente é quando atraímos um elevado número de novos compradores que irão representar a nova safra de usuários para o próximo ano”, disse.

Em comunicado, a empresa reiterou que seu novo cartão de crédito está prestes a ser lançado e que a lista de espera para receber a nova modalidade de pagamento já chegou a 200 mil inscritos.

“O cartão de crédito Méliuz, a conta digital gratuita, a possibilidade de fazer pagamento eletrônico instantâneo (PIX), comprar e vender criptomoedas e receber criptoback, são os primeiros produtos e serviços financeiros que serão lançados a partir de janeiro de 2022”, informou a companhia em nota.

O que diz o mercado?

Em relatório, Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura, analistas do BTG Pactual, afirmaram que a companhia reportou KPIs (métricas de performances) “sólidos” para novembro e que o montante foi 89% maior do que a média mensal que o banco tem seu modelo para o quarto trimestre.

Os analistas apontaram ainda que, diferentemente dos anos anteriores, a Méliuz lançou o chamado “Festival das Blacks” para todo o mês de novembro (e não apenas para o período da Black Friday), com o objetivo de maximizar valor geração para usuários, parceiros e empresa.

Além disso, a equipe do banco reiterou que diante dos fortes números enxerga algumas vantagens em suas estimativas de GMV para o quarto trimestre. “No ano passado, o mês de novembro representou 52% de todo o GMV do quarto trimestre. Ao considerar nossa estimativa de R$ 1,5 bilhão para o quatro trimestre deste ano, a relação chegaria a 63% este ano”, informou a equipe.

Ao levar em conta que as estimativas do banco para o quarto trimestre, o crescimento do GMV implícito para outubro e dezembro seria, em média de 18%, “o que parece baixo considerando o forte histórico”, afirmaram os analistas.

A equipe do banco de investimento esclareceu ainda que este a empresa tornou-se muito mais capitalizada (após seu folllow-on realizado em julho), o que ajudou a puxar o “gatilho” em várias fusões e aquisições e está certamente mais “poderosa” do que na época de seu IPO (oferta inicial de ações).