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Bolsa fecha em alta de 0,18% com BRF; risco fiscal e inflação voltam ao radar

O Ibovespa encerrou o pregão praticamente estável nesta terça-feira (8). O índice da B3 fechou em alta de 0,18% aos 113.793,06 pontos.

Durante o dia chegou a trocar de sinal algumas vezes e até ultrapassou a marca dos 114 mil pontos, com as ações da BRF disparando após previsões otimistas para os próximos anos. A companhia divulgou seu plano de crescimento para os próximos 10 anos e prevê investimentos de R$ 55 bilhões, com receita líquida alcançando os R$ 100 bilhões e ebitda crescendo acima do que 3,5 vezes. As ações da (BRFS3) fecharam em alta de 8,69% nesta terça-feira (8).

Contudo, o Ibovespa virou de sentido a partir das 15h, com um fluxo vendedor em papéis de commodities.

Hoje foi um dia mais animado, apesar do estresse da segunda-feira (7) quando o Ibovespa perdeu 2 mil pontos em 20 minutos, após a notícia de que o governo pretendia furar o teto de gastos.

No entanto, o risco fiscal permanece no radar junto a inflação, que veio acima das projeções dos analistas e pressionou a curva de juros. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,89% em novembro. É o maior resultado para um mês de novembro desde 2015.

Em Wall Street ainda há cautela com o avanço de casos de coronavírus, mas os índices conseguiram virar para o azul de olho nas vacinas. O S&P 500 fechou em alta de 0,29%, o Dow Jones avançou 0,35% e o índice Nasdaq valorizou 0,50%.

Os mercados europeus ainda permanecem no negativo, com investidores cautelosos diante das dificuldades na negociação de um acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia no Brexit e ante o avanço da covid-19 pelo mundo.

Apenas duas bolsas fecharam em alta: a bolsa de Londres que avançou 0,05% aos 6.558,82 pontos – ainda precificando o otimismo da vacinação no Reino Unido. E a bolsa de Frankfurt, o índice DAX subiu 0,06%, para 13.278,49 pontos.

O dólar zerou a queda de mais cedo e fechou perto da estabilidade em meio a alguma recuperação da moeda norte-americana no exterior e com ruídos fiscais domésticos dando argumentos para uma pausa depois de baixas recentes. O dólar comercial fechou em alta de 0,17%, cotado a R$ 5,128. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,1387.

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Destaques da Bolsa

A maior alta do dia foi da BRF (BRFS3) que disparou 8,69%. A companhia anunciou hoje seu plano estratégico para os próximos 10 anos e detalhou que pretende investir R$ 55 bilhões para triplicar seu faturamento.

As projeções da BRF são ambiciosas, entre estas: receita líquida alcançando os R$ 100 bilhões e ebitda crescendo acima do que 3,5 vezes.

Segundo Murilo Breder, analista da Easynvest, a dona das marcas Sadia e Perdigão quer explorar cinco avenidas de crescimento em específico: refeições prontas, carne suína, ração para pets, produtos à base de plantas e internacionalização.

Subiram também os papéis da Eletrobras (ELET3;ELET6) que valorizaram 5,92% e 4,99%, respectivamente com recomendação de compra do BTG Pactual. E preço-alvo de R$ 57 para as ações ordinárias e R$ 63 para as preferenciais.

Afetada pela rotação de mercados nas últimas semanas, a Magazine Luiza (MGLU3) também ficou entre as maiores altas, avançando 4,83%.

No lado oposto do Ibovespa recuaram as commodities: Usiminas (USIM5) e PetroRio (PRIO3) caíram 4,29% e 2,74%, respectivamente. A Embraer (EMBR3) também fechou em queda de 2,03%.

Bolsas americanas

Os mercados de ações dos Estados Unidos encerraram em alta nesta terça-feira, em parte devido a um impulso do segmento de saúde com notícias positivas sobre vacinas contra a Covid-19, enquanto incerteza em torno de um novo estímulo fiscal limitou os ganhos.

Os papéis da Johnson & Johnson subiram, ajudando a impulsionar os índices Dow Jones e S&P 500, depois de a companhia informar que poderia obter, em janeiro –antes do esperado–, resultados de testes em estágio final de uma vacina de dose única contra a Covid-19 que desenvolve.

O índice Dow Jones subiu 0,35%, aos 30.183,08 pontos, o S&P 500 valorizou-se 0,29%, aos 3.702,58 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,50%, aos 12.581,80 pontos.

Bolsas na Europa

Os mercados acionários europeus não tiveram sinal único nesta terça-feira (8), sem muito impulso. No início do dia, o quadro geral foi negativo, com investidores cautelosos diante das dificuldades na negociação de um acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia no Brexit, bem como ante o avanço da covid-19 pelo mundo. Mais adiante, houve divulgação de avanços no diálogo entre Londres e Bruxelas e o petróleo ganhou algum fôlego, o que apoiou melhora parcial nas bolsas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,20%, em 393,64 pontos.

A UE e o Reino Unido anunciaram um entendimento preliminar entre as partes hoje, para o acordo que pode começar a vigorar em 2021. Ainda não há detalhes sobre o tema e a Eurasia manteve as chances de um acordo comercial em 60%. A consultoria vê pessimismo no governo britânico, mas destaca o fato de que o premiê Boris Johnson irá a Bruxelas nesta semana, o que reforça a expectativa de uma solução para o impasse.

A covid-19 também seguiu no radar. O Reino Unido afirmou que espera aprovação da vacina da Universidade Oxford, em parceria com a AstraZeneca, nas próximas semanas. Hoje, a ação da empresa subiu 0,78% em Londres, ganhando fôlego na reta final, após a AstraZeneca dizer que seus dados revisados confirmam a eficácia de seu imunizante contra o novo coronavírus.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 0,05%, em 6.558,82 pontos.

Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,06%, para 13.278,49 pontos. Na agenda de indicadores, o índice ZEW de expectativas econômicas na Alemanha subiu a 55 em dezembro, bem acima da previsão de 36,0 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Para a Oxford Economics, o dado alemão foi sinal de otimismo entre investidores para o próximo ano. Em toda a zona do euro, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre cresceu 12,5% ante o trimestre anterior, com contração de 4,3% na comparação anual.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 recuou 0,23%, para 5.560,67 pontos. Entre os bancos franceses, BNP Paribas teve baixa de 0,49% e Société Générale, de 1,53%

Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 0,24%, a 22.053,42 pontos. Fiat Chrysler caiu 0,42%, mas no setor de energia ENI avançou 0,26%.

O índice IBEX 35, da Bolsa de Milão, registrou queda de 0,58%, para 8.227,60 pontos. Em Lisboa, o índice PSI 20 destoou da maioria e subiu 1,18%, a 4.759,11 pontos, em dia no qual o juro do bônus de 10 anos de Portugal operou em território negativo.

*Com Reuters e Agência Estado

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