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Bolsa fecha em queda após dia de sobe e desce; dólar avança

A bolsa de valores brasileira fechou em queda após dia instável nesta quarta-feira (27), com o mercado de olho no rumo da taxa de juros nos Estados Unidos. Já o dólar terminou o dia em alta em relação ao real, alinhado à valorização no exterior e após queda de mais de 3% do dia anterior.

O principal índice da B3, o Ibovespa, caiu 0,5%, aos 115.882 pontos. Já o dólar comercial subiu 1,5%, a R$ 5,407.

O mercado repercute a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, de manter a taxa de juros no país perto de zero. A decisão afeta os mercados brasileiros porque, com juros mais altos, os Estados Unidos tornam-se mais atraentes para investidores. Então, uma alta das taxas poderia motivar uma tendência de queda do Ibovespa e alta do dólar sobre o real.

Além de manter os juros, o Fed não fez nenhuma alteração em suas compras mensais de títulos, prometendo novamente manter esses pilares econômicos em curso até que haja uma recuperação completa da recessão provocada pela pandemia. “A atual crise de saúde pública continua pesando sobre a atividade econômica, o emprego e a inflação, e apresenta riscos consideráveis ​​para as perspectivas econômicas”, disse o Fed em comunicado.

No cenário interno, as preocupações sobre as contas públicas seguem no radar, com investidores de olho em uma eventual volta do auxílio emergencial.

Na terça-feira (26), após o fechamento dos mercados, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, defendeu que estímulos fiscais sejam compensados por medidas de restrição dos gastos públicos. “A gente tem pouco espaço fiscal sem contrapartida. Existe uma ideia no governo de que se de fato for necessário fazer estímulos fiscais, tem que ter uma contrapartida”, comentou.

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Em nota, o BTG Pactual observou que permanece a apreensão quanto ao rumo da economia, citando turbulências políticas e muitas incertezas em diversos segmentos, como o andamento das reformas necessárias, o sucesso da vacinação e as eleições no Congresso, entre outros. “Tudo isso deixa o índice muito volátil”, afirma a área de gestão do banco a clientes, em referência ao Ibovespa.

Destaques da bolsa

Perto do fechamento, a Vale (VALE3) operava em queda de mais de 2%, em sessão negativa para o setor de mineração e siderurgia. As ações de Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3) também operavam em baixa. Os futuros do minério de ferro na China caíram nesta quarta-feira, pressionados por preocupações com uma provável redução na produção de siderúrgicas atingidas por perdas devido aos elevados custos de produção e à fraca demanda.

Na ponta positiva, Cielo (CIEL3) liderava os ganhos, após divulgar no dia anterior aumento do lucro no quarto trimestre, com o foco no segmento mais lucrativo de pequenos clientes e uma política de redução de custos. Em teleconferência, executivos da Cielo afirmaram nesta quarta que não há mais condições de uma empresa de pagamentos se manter no mercado apenas como adquirente e que a companhia está avaliando oportunidades de se desfazer de ativos de maneira viável.

Bolsas globais

Os índices S&P 500 e Dow Jones tinham queda nesta quarta, depois que a fabricante de aviões Boeing informou prejuízo anual recorde, enquanto a baixa no Nasdaq era amortecida por resultados positivos da Microsoft.

Às 12:50 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 1,05%, a 30.611 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 1,2%, a 3.801 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuava 0,78%, a 13.520 pontos.

As ações europeias caíram depois que lockdowns prolongados levaram o governo alemão a reduzir sua previsão de crescimento para 2021, enquanto comentários sobre novos cortes de juros pelo Banco Central Europeu atingiram as ações de bancos. O índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 1,16%, a 403 pontos, registrando sua maior queda percentual diária em mais de cinco semanas.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,30%, a 6.567,37 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,81%, a 13.620,46 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,16%, a 5.459,62 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,47%, a 21.662,73 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,41%, a 7.852,70 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 2,12%, a 4.785,16 pontos.

O mercado acionário da China fechou em alta nesta quarta, depois que dados positivos do setor industrial sugeriram recuperação sustentada. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, ganhou 0,27%.

  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,32%, a 29.297 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,11%, a 3.573 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,27%, a 5.528 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,57%, a 3.122 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,27%, a 15.701 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,45%, a 2.958 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,65%, a 6.780 pontos.

*Com Reuters

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