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Bolsa fecha estável com realização de lucros global e risco fiscal; dólar sobe

Dia de realização a nível global, o Ibovespa até chegou a perder os 115 mil pontos durante o dia atingindo a mínima de 113.949. Contudo, conseguiu retomar o ritmo e fechou estável nesta sexta-feira (11) aos 115.128 pontos.

Na semana o índice teve sua sexta alta consecutiva e acumulou ganhos de 1,2% – situação que não acontecia desde o começo de 2019. No acumulado do ano, a perda foi reduzida para 0,45%.

Segundo Murilo Breder, analista da Easynvest, o principal índice de ações brasileiro está muito próximo do fechamento do último pregão de 2019, quase zerando as perdas no ano mesmo após a queda de 30% durante o pânico de março.

Impactou no desempenho do índice nesta sexta-feira (11) as expectativas com os programas de vacinação contra o coronavírus a nível mundial e o fluxo estrangeiro que permanece no Ibovespa.

Foi um dia de cautela também no exterior. Em Nova York, o aumento de casos de coronavírus assusta os investidores. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins foram registradas 1,585 milhão de mortes e 69,788 milhões de infectados.

A indefinição com o pacote de estímulos americanos abalou a confiança dos investidores. Embora o Senado dos EUA conseguir aprovar uma extensão de uma semana das atuais medidas emergenciais de auxílio à economia, dando algum fôlego para as negociações do novo pacote bilionário. 

O índice S&P 500 fechou em queda de 0,17%, Nasdaq recuou 0,23% e apenas o Dow Jones resistiu com leve alta de 0,16%.

Na Europa foi um dia de queda generalizada, as bolsas fecharam no vermelho puxadas para baixo principalmente pela segunda onda de covid-19 no continente e a perspectiva de que um acordo pós-Brexit entre Reino Unido e União Europeia seja mais improvável que possível. A maior queda ficou por conta da bolsa de Madri (IBEX35) que recuou 1,46% e desvalorizou 3,12% na semana.

No cenário doméstico, o risco fiscal permanece no radar dos investidores porque a apresentação do parecer do relator da PEC Emergencial, Marcio Bittar foi adiada para depois das eleições no Congresso. A expectativa era que o texto fosse apresentado ainda hoje.

Segundo Breder, o pessimismo também foi fortalecido após o aviso da agência de rating S&P. Ela reiterou o rating do Brasil, mas alertou que ele pode cair caso o compromisso da classe política com o fiscal também recue.

O dólar comercial fechou em alta de 0,163%, cotado a R$ 5,046. Na máxima do dia, a moeda americana chegou a R$ 5,088.

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Bolsas americanas

Os índices S&P 500 e Nasdaq fecharam com quedas modestas nesta sexta-feira, à medida que a incerteza sobre o novo estímulo econômico abalou a confiança, mas fortes ganhos nas ações de Walt Disney ajudaram o Dow Jones terminar a sessão em leve alta.

O Senado dos Estados Unidos, pressionado por um prazo final de meia-noite desta sexta-feira, aprovou por unanimidade uma extensão de uma semana do financiamento federal para evitar uma paralisação do governo. O Senado também buscou fornecer mais tempo para negociações separadas sobre alívio à Covid-19 e um projeto de lei abrangente de despesas.

Os parlamentares têm discutido por meses um novo pacote de estímulo fiscal para apoiar a economia, atingida por bloqueios relacionados ao coronavírus. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, suspendeu nesta sexta-feira serviços de refeições internas na cidade de Nova York, determinação que passa a valer na segunda-feira.

“É como fazer compras de feriado. Você acha que tem tempo e quando percebe já é um dia antes do feriado e você tem que pensar e fazer”, disse Tom Hainlin, estrategista de investimento global do Ascent Private Wealth Group, da U.S. Bank Wealth Management.

“O cenário-base é que eles vão conseguir, o cenário-base é que vamos conseguir algum pacote de estímulo.”

O índice Dow Jones subiu 0,16%, a 30.046 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,17%, a 3.663 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,23%, a 12.378 pontos.

Na semana, o Dow perdeu 0,57%, o S&P 500 caiu 0,96%, e o Nasdaq cedeu 0,69%. As quedas para o S&P e o Nasdaq são as maiores desde o final de outubro.

As ações da Walt Disney Co deram o maior impulso para o Dow e S&P 500, disparando 13,59%. A empresa de mídia anunciou uma grande quantidade de novos programas para seus serviços de streaming e disse que espera até 350 milhões de assinantes globais até fim do ano fiscal de 2024.

Bolsas na Europa

Esta sexta-feira (11), foi um dia de perdas para as bolsas da Europa, que fecharam no vermelho puxadas para baixo principalmente pela segunda onda de covid-19 no continente e a perspectiva de que um acordo pós-Brexit entre Reino Unido e União Europeia seja mais improvável que possível.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou o dia em queda de 0,77%, a 390,12 pontos. Na semana, o índice acumula perda de 0,99%.

Segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta sexta, as negociações com o Reino Unido para um acordo comercial “continuam distantes em questões fundamentais”, como o uso das águas de pesca britânicas e a forma de estabelecer uma competição justa entre as empresas de ambos os lados.

De acordo com Von der Leyen, no domingo, líderes de ambos os lados irão decidir se há condições para um acordo.

Também contribuiu para o mal-estar o avanço da covid-19 na Europa. O Reino Unido reduziu o período de auto isolamento de 14 para 10 dias e Portugal registrou novo recorde de óbitos diários com 95 mortes em 24 horas. Segundo levantamento da Universidade John Hopkins, o mundo deve ultrapassar 70 milhões de contaminações ainda nesta sexta-feira.

Outro fator que puxou as bolsas para baixo foi a incerteza a respeito do pacote de estímulo fiscal nos Estados Unidos.

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em queda de 0,80%, aos 6.546,75 pontos. Na semana, acumulou 0,05% de perdas. No pregão desta sexta, as ações da Rolls-Royce caíram 7,87%, da telefônica Vodafone, 2,06%, e dos bancos Lloyds e Barclays, 4,49% e 4,02%, respectivamente.

Na França, o índice CAC 40 caiu 0,76% no dia e 1,81% no acumulado da semana, aos 5.507,55 pontos. Nesta sexta, as ações da telefônica Orange (-3,98%) e dos bancos Société Générale (-2,45%) e Crédit Agricole (-0,63%) puxaram o índice para baixo.

O índice DAX, de Frankfurt, fechou com queda de 1,26%, aos 13.114,30 pontos, com perda de 1,39% na semana. Das 30 empresas que compõem o índice, apenas três encerraram o dia no azul: as imobiliárias Vonovia (+0,42%) e Deutsche Wohnen (+1,20%) e a empresa de entregas Delivery Hero (+1,11%). Desde segunda-feira, a baixa do índice é de 1,28%.

Na bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 terminou o dia com baixa de 1,10%, aos 4.742,67 pontos. Dos principais índices, o português foi o único a terminar a semana no azul: alta de 0,85% desde segunda-feira.

Em Madri, o Ibex 35 teve queda diária de 1,46% e semanal de 3,12%, aos 8.063,10 pontos.

*Com Reuters e Agência Estado

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