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Dólar fecha em queda após operar abaixo de R$ 5,45; bolsa cai

O dólar fechou em queda em relação ao real, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, mudou de sentido e terminou o pregão em baixa nesta quinta-feira (22), puxado pela queda em Wall Street. Os investidores ainda seguem de olho na sanção do Orçamento para 2021, que tem data limite neste dia 22. No dia anterior, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

O Ibovespa caiu 0,58%, aos 119.371 pontos. O dólar caiu 1,81%, a R$ 5,4556, após chegar a R4 5,4451 na mínima do dia. Veja outras cotações.

Aprovado pelo Congresso Nacional na segunda-feira, o projeto abre caminho para a sanção do Orçamento de 2021, que vinha enfrentando impasse.

Os ajustes à LDO de 2021 incluem a flexibilização de regras para despesas com enfrentamento à pandemia da covid-19 e permitem que o governo corte por decreto (e não por lei, como normalmente ocorre) despesas discricionárias para garantir o atendimento à totalidade das despesas obrigatórias.

O texto também desobriga a compensação de medida legislativa que acarrete aumento de despesa que não seja obrigatória de caráter continuado, ou seja, que não tenha execução obrigatória por período superior a dois exercícios, e determina que créditos extraordinários aprovados para cobrir despesas com os programas BEm, Pronampe e ações de saúde para o enfrentamento à pandemia não sejam contabilizados na meta de resultado primário deste ano.

Ainda assim, os economistas continuavam expressando preocupações com a saúde fiscal do Brasil. “Com o fluxo de entrada apertado pela pandemia e pela atividade econômica travada e pela falta de outros meios de se buscar financiamento, o governo vai aprovar um orçamento em detrimento às despesas discricionárias e ao funcionamento da já pesada e paquidérmica máquina pública”, opinou em nota Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Entre os pontos de atenção do cenário doméstico também ficava a notícia de que a Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira requerimento que confere regime de urgência ao projeto que abre à iniciativa privada a exploração de serviços postais.

Cenário externo

No mercado de câmbio, o movimento de queda era apoiado por um cenário internacional benigno.

Há entre os investidores fortes perspectivas de uma recuperação econômica nos Estados Unidos, com dados recentes promissores elevando o otimismo decorrente da rápida vacinação da população norte-americana contra a covid-19 e de um estímulo fiscal massivo no país.

Dados desta quinta-feira mostraram que menos norte-americanos entraram com pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, sugerindo que as dispensas estavam diminuindo e fortalecendo as expectativas de outro mês de forte criação de vagas em abril.

Destaques da bolsa

IRB BRASIL (IRBR3) subiu 1,76%, após a resseguradora reportar lucro líquido de R$ 20,8 milhões em fevereiro, forte crescimento em relação ao lucro de R$ 700 mil no mesmo período de 2020.

USIMINAS (USIM5), que divulga resultado trimestral na sexta-feira, avançou 5,36% em meio a dados ainda fortes sobre a demanda de aço no Brasil, enquanto os preços do vergalhão de aço na China avançaram para níveis recordes.

VALE (VALE3) subiu 0,07% após interdição de terminal da Ilha da Guaíba (TIG) pela prefeitura de Mangaratiba (RJ). A companhia disse que adotará todas medidas para garantir o restabelecimento das atividades.

HAPVIDA (HAPV3) recuou 2,75% após precificação de oferta de ações na última terça-feira, a 15 reais por papel, em operação que movimentou R$ 2,7 bilhões.

PETROBRAS subiu 0,03% na ação ordinária (PETR3) e caiu 0,46% na preferencial (PETR4) , diante da fraqueza dos preços do petróleo no exterior. Analistas do JPMorgan elevaram a recomendação para os ADRs da companhia para “neutra”, bem como o preço-alvo de US$ 9 para US$ 11.

Bolsas globais

Os mercados de ações dos Estados Unidos tiveram firme baixa nesta quinta-feira, em meio a notícias de que o presidente norte-americano, Joe Biden, planeja quase dobrar o imposto sobre ganhos de capital, o que, segundo analistas, forneceu argumento para realização de lucros em um mercado sem direção e que aguarda a divulgação na próxima semana de balanços de grandes empresas de tecnologia.

  • O índice Dow Jones caiu 0,94%, a 33.816 pontos
  • S&P 500 perdeu 0,921067%, a 4.135 pontos
  • O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,94%, a 13.818 pontos.

As ações europeias avançaram para perto de patamares recordes nesta quinta-feira, depois de tropeçarem no começo da semana, com um conjunto de balanços corporativos fortes impulsionando o sentimento, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) manteve, conforme o esperado, sua política monetária inalterada.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,62%, a 6.938,24 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,82%, a 15.320,52 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,91%, a 6.267,28 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,98%, a 24.398,41 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,61%, a 8.656,80 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,16%, a 5.010,65 pontos.

Os mercados acionários da China se enfraqueceram nesta quinta-feira, uma vez que as tensões com os Estados Unidos prejudicaram o sentimento, compensando uma série de balanços corporativos positivos no primeiro trimestre.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 2,38%, a 29.188 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,47%, a 28.755 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,23%, a 3.465 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,19%, a 5.089 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,18%, a 3.177 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,61%, a 17.096 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 1,04%, a 3.187 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,83%, a 7.055 pontos.

(*Com informações da Reuters)