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Ibovespa cai e dólar chega a R$ 5,51, de olho em tensões entre Ucrânia e Rússia

Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em queda nesta segunda-feira (24), diante de aversão ao risco no mercados internacionais com a escalada de tensões na Ucrânia e as expectativas pela reunião do Federal Reserve (Fed) nesta semana. Já o dólar opera em alta.

Por volta das 13h18, o Ibovespa recuava 1,6%, aos 107.204 pontos. Já o dólar avançava 0,93%, negociado a R$ 5,5051, após chegar a passar de R$ 5,51 na máxima do dia até agora.

Tensão na Rússia

Os ativos de risco globais recuavam com investidores preocupados após a Rússia acumular tropas nas fronteiras com a Ucrânia. Algumas nações incluindo Estados Unidos e Reino Unido ameaçaram impor sanções caso os russos invadam o país vizinho, embora o governo russo negue que tenha planos para uma ofensiva.

A aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que estava colocando forças em prontidão e reforçando o leste europeu com mais navios e jatos de guerra.

Rússia e EUA estão em negociações, com o governo russo exigindo que a Otan retire a promessa de que a Ucrânia poderá se juntar à aliança um dia, e que a organização retire tropas e armas de ex-países comunistas no leste europeu que entraram no grupo após a Guerra Fria.

“A tensão geopolítica entre Ucrânia e Rússia começa a afetar o apetite por risco e também contribui para o movimento de hoje dos mercados”, disseram economistas do Bradesco em relatório.

Olho no Fed

Ainda no cenário externo, a semana é importante para os mercados globais, que aguardam pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, na quarta-feira.

Embora as expectativas sejam de manutenção da taxa de juros, as atenções estão voltadas para o tom a ser adotado pelo Fed e as potenciais pistas a serem divulgadas sobre a possibilidade de o início do ciclo de alta nos juros começar já em março.

Orçamento de 2022

Na cena doméstica, a pauta fiscal segue no radar após a sanção do Orçamento de 2022 pelo presidente Jair Bolsonaro, que incluiu previsão de R$ 1,7 bilhão para reajustes de servidores públicos.

A peça ainda projeta R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral, enquanto Bolsonaro vetou R$ 3,2 bilhões com o objetivo de recompor verbas de pessoal, menos do que o estimado anteriormente.

Alexsandro Nishimura, economista, head de conteúdo e sócio da BRA, diz que a queda do Ibovespa reflete as “preocupações com o quadro fiscal após o presidente Jair Bolsonaro sancionar Orçamento de 2022 sem detalhar reajuste do funcionalismo e reforçar a promessa de reduzir tributos sobre combustíveis e energia”.

Destaques da bolsa

Nishimura destaca que nesta segunda o Ibovespa “não conta com o apoio das ações ligadas às commodities, que até então impulsionavam os ganhos do mês”.

“As ações das mineradoras têm movimento de queda, seguindo as perdas no preço do minério de ferro negociado na China, em virtude de medidas de restrição de produção siderúrgica. Já as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) acompanham a queda do petróleo, em semana de atenções voltadas para a oferta secundária pela petrolífera das ações da Braskem (BRKM5)”, resume o economista.

IRB Brasil (IRBR3) caía, estendendo queda da última sessão. A empresa divulgou nesta segunda prejuízo líquido de R$ 113,8 milhões em novembro, enquanto prêmios emitidos caíram 0,5% ante o mesmo período de 2020, enquanto o sinistro aumentou 13,5%.

Bolsas mundiais

Wall Street

O índice S&P 500 despencava nesta segunda-feira, a caminho de confirmar uma correção depois de acumular queda de mais de 10% em relação ao recorde alcançado em 3 de janeiro, primeiro pregão deste ano.

Às 12:11 (de Brasília), o índice S&P 500 perdia 1,73%, a 4.321,85 pontos, enquanto o Dow Jones caía 2,31%, a 33.472,44 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuava 3,09%, a 13.343,12 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações da China fecharam em alta nesta segunda-feira, lideradas por papéis de energias renováveis e maquinário, depois que o banco central do país cortou uma série de taxas de juros de curto e médio prazos para impulsionar o crescimento econômico.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,24%, a 27.588 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,24%, a 24.656 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,04%, a 3.524 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,16%, a 4.786 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,49%, a 2.792 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,50%, a 17.989 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,35%, a 3.283 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,51%, a 7.139 pontos.

( * Com informações da Reuters)

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