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Ibovespa fecha a semana com queda acumulada; dólar avança

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão desta sexta-feira (17) em queda, em linha com o desempenho negativo das bolsas europeias e dos Estados Unidos, com investidores cautelosos em relação à ômicron e ainda digerindo decisões de bancos centrais. Além disso, o indicador também teve queda acumulada na semana.

No dia, o índice recuou 1,04%, aos 107.200 pontos. Já o dólar fechou com um leve avanço de 0,09%, comercializado a R$ 5,6839.

Cenário interno

Na quinta-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que foi observado um fluxo de saída de recursos do país recentemente, motivado, entre outros fatores, por remessas de dividendos de empresas, ressaltando que o BC faz intervenções ao observar tais pressões pontuais.

Enquanto isso, investidores reagiam à notícia de que o Ministério da Economia enviou ao Congresso na quinta-feira um ofício com a sugestão de que sejam remanejados quase R$ 2,9 bilhões no Orçamento de 2022 com a finalidade de reajustar salários de algumas carreiras de servidores públicos.

“Após a promulgação da PEC dos Precatórios, o ano se encerra com mais pressões para gastos”, disse a XP.

A PEC dos Precatórios –que abre espaço fiscal para o financiamento do Auxílio Brasil, programa de transferência de renda do governo– altera a regra do teto de gastos, visto como importante âncora fiscal do país.

A busca do Executivo por mais gastos –vista por alguns participantes do mercado como medida eleitoreira, já que o presidente Jair Bolsonaro deve tentar a reeleição em 2022– tem levantado temores de deterioração da saúde das contas públicas há meses.

Destaques da B3

As ações dos frigoríficos lideraram as altas do Ibovespa. A BRF avançou após propor a seus acionistas um aumento de capital por meio da emissão de 325 milhões de novas ações ordinárias. A Marfrig também subiu em meio ao anúncio de pagamento de dividendos. Na outra ponta do indicador, as ações do Inter operavam com forte declínio. Confira os destaques.

Bolsas mundiais

Ásia e Pacífico

Um índice das principais ações da China caiu nesta sexta-feira, registrando sua maior perda semanal em três meses, com investidores locais e estrangeiros preocupados com restrições regulatórias dos EUA e da China e com um ressurgimento global dos casos de covid-19.

Somando-se às tensões entre Estados Unidos e China, Washington colocou na quinta-feira restrições ao investimento e à exportação de dezenas de empresas do país asiático, incluindo a fabricante de drones DJI, acusando-as de cumplicidade na opressão da minoria uigur da China ou de ajudar os militares.

Washington ainda não decidiu se bloqueará mais vendas de tecnologia dos EUA para a fabricante de chips chinesa SMIC, disseram fontes à Reuters.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei caiu 1,79%, aos 28.545,68 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,20%, a 23.192,63 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,16%, a 3.632,36 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,59%, a 4.954,76 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,38%, a 3.017,73 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,15%, a 17.812,59 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,55%, a 3.111,63 pontos.

Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,11%, a 7.304,00 pontos.

Wall Street

Wall Street fechou em queda nesta sexta-feira, com ações de grandes empresas de tecnologia arrastando os índices, enquanto investidores digeriam a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) de encerrar mais rapidamente o programa de estímulo econômico instalado no início da pandemia e sinalizar aumentos de três pontos percentuais nas taxas de juros até o final de 2022 para combater o aumento da inflação.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 1,04%, para 4.619,92 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 0,07%, para 15.165,63 pontos. O Dow Jones caiu 1,48%, para 35.365,50 pontos.

Com informações da Reuters

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