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Ibovespa fecha em queda, mas sobe quase 6% em março

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda nesta quarta-feira (31), enquanto o dólar recuou frente ao real. Os investidores acompanham as trocas políticas em Brasília, com mudanças consideradas confusas nas Forças Armadas, e cautela sobre o futuro fiscal do Brasil em meio a dúvidas sobre o Orçamento. No entanto, o indicador terminou o mês de março em alta.

O Ibovespa caiu 0,18%, aos 116.633 pontos. No mês, no entanto, o indicador subiu 5,99% Veja mais cotações do mercado.

Já o dólar caiu 2,32% nesta quarta, a R$ 5,7695. No mês, a moeda norte-americana subiu 0,41% sobre o real.

No cenário doméstico, o Orçamento de 2021 ainda provoca receio no mercado. A equipe econômica defende o veto de emendas para que espécies obrigatórias sejam recompostas, mas o risco fiscal gera controvérsias.

Investidores avaliam que mudanças em Brasília podem melhorar a articulação política com o Centrão, favorecendo o avanço de reformas, embora ainda céticos de que estas ocorram a curto prazo.

A crise no Ministério da Defesa com demissão da cúpula das Forças Armadas permanece no radar do mercado.

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Olhando para dados macroeconômicos, a geração de empregos do Caged em fevereiro, acima do esperado, reforçou o sentimento de resiliência do mercado de trabalho formal e a expectativa de retomada da economia.

No cenário internacional, os investidores aguardam o anúncio de Joe Biden sobre um pacote de US$ 2,25 trilhões nos Estados Unidos, com foco na infraestrutura.

E os Treasuries, títulos americanos com vencimento de 10 anos, continuam em forte alta, no seu melhor patamar desde janeiro de 2020, pressionando assim as bolsas americanas. Com juros maiores, há um movimento de migração dos investidores norte-americanos para a renda fixa.

Bolsas globais

As ações de tecnologia ajudaram o índice S&P 500 a tocar uma máxima recorde nesta quarta-feira, conforme os investidores aguardavam detalhes sobre o enorme plano de infraestrutura do presidente Joe Biden, enquanto Wall Street caminhava para seu quarto ganho trimestral consecutivo.

As ações europeias ficaram estáveis, com um tombo de 30% para a empresa de entregas Deliveroo em sua estreia em Londres tirando o brilho da quarta alta trimestral consecutiva para o índice referencial STOXX 600.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,86%, a 6.713,63 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX ficou estável, a 15.008,34 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,34%, a 6.067,23 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,05%, a 24.648,56 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,18%, a 8.580,00 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,82%, a 4.929,60 pontos.

As ações da China fecharam em queda nesta quarta, lideradas por perdas nos setores de matérias-primas e imobiliário, com os investidores deixando de lado dados que mostraram a atividade manufatureira expandindo ao ritmo mais rápido em três meses em março.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,86%, a 29.178 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,70%, a 28.378 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,43%, a 3.441 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,91%, a 5.048 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,28%, a 3.061 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,75%, a 16.431 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,80%, a 3.165 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,78%, a 6.790 pontos.

*Com informações da Reuters