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Ibovespa sobe e dólar cai à espera de decisões de Fed e Copom

O Ibovespa, principal índice da B3, opera em alta nesta segunda-feira (14), enquanto o dólar perde força em relação ao real. Investidores começam a semana em meio a expectativas de decisões sobre política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

Por volta das 13h48, o Ibovespa subia 0,63%, aos 130.261 pontos. Veja a cotação do Ibovespa hoje. Já o dólar caía 1,3%, comercializado a R$ 5,0602.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) iniciam suas reuniões na terça-feira e divulgarão suas decisões na quarta, dominando a atenção dos agentes do mercado.

A expectativa dos mercados é de que o BC americano mantenha sua postura favorável à manutenção de estímulos”, disse em nota Guilherme Esquelbek, da Correparti Corretora.

Ainda assim, nos EUA, temores de superaquecimento econômico têm elevado ruídos relacionados a um possível aperto monetário precoce por parte do Fed, o que deve deixar os analistas atentos ao comunicado do banco.

Já no Brasil, devido a aumento nas expectativas de inflação, a expectativa é de que “o Copom antecipe novo aumento da Selic em 0,75 ponto percentual para a reunião de agosto e retire a mensagem de que a normalização da política monetária deverá manter algum grau de estímulo à atividade”, escreveram analistas da Genial Investimentos.

A aposta está em linha com a de outros participantes do mercado. Uma pesquisa recente da Reuters com economistas mostrou que a expectativa é que o BC anuncie o terceiro aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual na Selic próxima semana, e possivelmente indique um ciclo de alta de juros mais agressivo à frente ao abandonar seu compromisso com uma “normalização parcial” da política monetária.

Caso esses dois cenários se concretizem, a tendência é de queda do dólar em relação ao real, têm repetido especialistas. Isso porque os juros extremamente baixos nos Estados Unidos levam os investidores estrangeiros a buscarem retornos mais altos fora dos mercados norte-americanos, enquanto uma Selic mais alta torna investimentos locais mais atraentes.

Cenário interno

Nesta segunda, o IBC-Br, considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB) e calculado pelo Banco Central, mostrou que a atividade econômica brasileira voltou a registrar alta em abril, ainda que abaixo do esperado. O IBC-Br de abril subiu 0,44% na comparação com o mês anterior em dado dessazonalizado, abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de expansão de 0,55%.

Na visão do estrategista-chefe do banco digital modalmais, Felipe Sichel, o índice indica a retomada mais rápida da economia após os impactos do recrudescimento da pandemia.

“Para frente, esperamos que a atividade econômica permaneça em alta com a recuperação da atividade industrial e dos serviços, em especial serviços às famílias e transporte aéreo”, afirmou em comentário a clientes.

Em paralelo, reforçando as apostas positivas para a economia no país, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou no domingo a antecipação em 30 dias do calendário de vacinação contra covid-19 no estado.

Destaques da bolsa

Petrobras (PETR3 e PETR4) avançava, com a alta do petróleo e após anunciar que solicitou à BR Distribuidora cooperação para a implementação de uma oferta secundária visando a venda de sua participação restante na companhia, de 37,50%. BR Distribuidora (BRDT3) mostrava acréscimo.

COGNA (COGN3) valorizava-se, em meio ao prognóstico mais positivo para reabertura e atividade econômica no país, o que beneficiava também empresas de shopping centers, varejo e o setor de viagens.

BRF (BRFS3) subia, conforme segue sob os holofotes após recente aquisição acionária relevante pela Marfrig (MRFG3). Blog do “Valor Econômico” citou plano envolvendo o BTG Pactual (BPAC11)e a JBS (JBSS3) para assumir o controle da BRF, com potencial fatiamento.

Bolsas mundiais

Wall Street

Os índices S&P 500 e Dow Jones recuavam nesta segunda-feira, após o primeiro fechar a última sessão numa máxima recorde, com os investidores aguardando por pistas da reunião do Fed sobre as perspectivas em relação à inflação e ao futuro de seu esquema de compras de títulos.

Às 11:58 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,46%, a 34.322 pontos, enquanto o S&P 500 perdia 0,226489%, a 4.238 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançava 0,09%, a 14.083 pontos.

Europa

As ações europeias fecharam em máxima recorde nesta segunda, com os papéis de energia subindo na esteira da força do mercado de petróleo, enquanto expectativas de uma política monetária expansionista crescem mesmo com a aceleração da recuperação econômica global.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,18%, a 7.146 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,13%, a 15.673 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,24%, a 6.616 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,16%, a 25.757 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,83%, a 9.281 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 1,01%, a 5.198 pontos.

Ásia e Pacífico

As ações japonesas fecharam em alta nesta segunda-feira uma vez que papéis cíclicos como fabricantes de pneus e transportadoras lideraram os ganhos diante de esperanças de recuperação global, enquanto a Toshiba avançou após dizer que dois de seus diretores vão se aposentar em meio a uma crise de governança.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,74%, a 29.161 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG permaneceu fechado.
  • Em XANGAI, o índice SSEC não teve operações.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, não abriu.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,09%, a 3.252 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX ficou fechado.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,15%, a 3.153 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 não teve operações

(*Com informações de Reuters)

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