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Ibovespa tem leve queda após dia instável e dólar fecha em baixa

O Ibovespa, principal índice de ações da B3, fechou em leve queda nesta terça-feira (6), após pregão de sobe e desce, com investidores ainda de olho no impasse do Orçamento no Brasil. Já o dólar teve dia de baixa em relação ao real.

O Ibovespa caiu 0,02%, aos 117.499 pontos. Já o dólar comercial caiu 1,42% em relação ao real, negociado em R$ 5,5988. Veja mais cotações do mercado

Do noticiário do dia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) novamente elevou sua perspectiva para o crescimento econômico global, projetando que a produção mundial aumentará 6% neste ano. Para o Brasil, o organismo aumentou o prognóstico para 3,7%, apenas 0,1 ponto percentual acima do previsto na estimativa de janeiro.

A melhora mais modesta no cenário para o país reflete percepção de um mercado sem convicção para apostas domésticas, sobretudo devido ao risco fiscal em meio a um ambiente político turvo.

“Paulo Guedes ontem novamente destilou seu famoso otimismo, como se nada tivesse acontecendo, como se não tivesse problema nenhum”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. “Na verdade, sabemos que a situação política é muito mais delicada do que se mostra.”

O imbróglio em torno do Orçamento não apenas causou mal-estar no mercado, com o texto visto como maquiado, como elevou a barreira entre o ministro Guedes e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), piorando a leitura de fraca interlocução do governo no Congresso, o que pode afetar as perspectivas para reformas.

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Destaques da bolsa

BRADESCO PN (BBDC4) cedeu 1,58% e ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) recuou 1,17%, em meio a receios setoriais, incluindo aumento da tributação, mas também ajustes após subirem 16,5% e 9,7%, respectivamente, em março. No setor, BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) subiu 0,17%, após aquisição da participação da CaixaPar no Banco Pan, que disparou 14,5%.

SULAMÉRICA UNIT (SULA11) fechou em alta de 4,27%, entre os maiores ganhos, tendo de pano de fundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre seguros de saúde e dental de fevereiro, que, de acordo com analistas do BTG Pactual, mostraram nova rodada de expansão, destacando a resiliência do setor.

FLEURY ON (FLRY3) avançou 3,9%, tendo no pano fundo precificação de oferta de ações subsequente do rival Diagnósticos da América nesta terça-feira, em operação que pode movimentar ao redor de 5 bilhões de reais. DASA ON (DASA3), que não está no Ibovespa, perdeu 0,68%.

CSN ON (CSNA3) e USIMINAS PNA (USIM5) subiram 3,62% e 3,46%, respectivamente, em meio ao aumento dos preços de aço na China, bem como dados da Fenabrave mostrando aumento nos emplacamentos de veículos em março. Ainda no setor de mineração e siderúrgia, VALE ON (VALE3) recuou 1,3 % após começar a semana batendo máxima histórica.

PETROBRAS PN (PETR4) fechou em queda de 0,08%, mesmo com o petróleo em alta no exterior. Mais cedo, a companhia divulgou que assinou acordo com a britânica BP para assumir a integralidade das participações da empresa em seis blocos exploratórios de petróleo e gás em águas ultraprofundas na Foz do Amazonas, a cerca de 120 quilômetros do Amapá.

Bolsas globais

O índice S&P 500 caiu nesta terça-feira, mas permaneceu próximo de recordes marcados nas últimas sessões, com investidores ponderando dados econômicos norte-americanos mais fortes e nervosismo sobre os balanços corporativos por vir.

  • O índice Dow Jones caiu 0,29%, a 33.430 pontos
  • S&P 500 perdeu 0,097354%, a 4.074 pontos
  • O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,05%, a 13.698 pontos

Um índice de referência para o mercado acionário europeu fechou em máxima recorde nesta terça-feira, recuperando todas as perdas causadas pela pandemia, com investidores apostando em uma rápida recuperação econômica global impulsionada por grandes gastos com estímulos e programas de vacinação contra a covid-19. O STOXX 600 teve alta de 0,7%, aos 435,26 pontos. O índice sobe 60% desde as mínimas do ano passado e ultrapassou nesta terça seu recorde anterior – de 433,90 pontos, marcado em fevereiro de 2020.

  • Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 1,28%, a 6.823,55 pontos.
  • Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,70%, a 15.212,68 pontos.
  • Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,47%, a 6.131,34 pontos.
  • Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,21%, a 24.761,12 pontos.
  • Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,66%, a 8.634,60 pontos.
  • Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,73%, a 5.014,06 pontos.

O índice das ações mais negociadas da China recuou, pressionado pelas empresas de saúde e consumo, conforme dados econômicos positivos levantaram preocupações de alta dos juros.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,30%, a 29.696 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG permaneceu fechado.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,04%, a 3.482 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,41%, a 5.140 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,20%, a 3.127 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,02%, a 16.739 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,07%, a 3.207 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,84%, a 6.885 pontos.

(* com informações da Reuters)