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Para Hildebrand, da BlackRock, dinheiro supera ouro e bitcoin

Para o vice-presidente do conselho da BlackRock, Philipp Hildebrand, o ouro e o bitcoin simplesmente não podem superar o tradicional dinheiro quando se trata de investimentos.

Quando perguntado em um painel virtual da London Bullion Market Association se preferia receber US$ 10 mil em dinheiro, ouro ou bitcoin, o ex-presidente do banco central da Suíça escolheu dólares, mas não explicou o motivo.

As cotações do ouro acumulam queda de cerca de 15% em relação ao recorde do ano passado devido à perspectiva de uma política monetária mais apertada. Na semana passada, Russ Koesterich, gestor de fundos da BlackRock, disse à Bloomberg TV que vendeu quase todas suas posições em ouro na expectativa de que os juros reais sejam normalizados com a recuperação da economia global.

Grande parte do cenário para o ouro depende do comportamento dos preços ao consumidor e do prazo do Federal Reserve para reduzir o estímulo. A inflação pode se estabilizar em torno de 3% ou um pouco acima desse nível por “algum tempo” depois que a aceleração atual causada pelos gargalos nas cadeias de suprimentos perder força, disse Hildebrand ao painel, citando a disposição de bancos centrais de tolerar a inflação acima da meta.

“Não teremos 5%, 6%, 7% de inflação, mas estou convencido de que a inflação tende a subir”, afirmou. “Estamos em um regime de inflação mais alto do que na última década.”

A campanha mundial para combater a mudança climática contribuirá para a aceleração dos preços devido aos custos da produção verde, acrescentou. Ainda assim, ele não espera que o Fed aumente os juros antes de 2023, no mínimo, sendo que o Banco Central Europeu apertaria a política monetária depois desse prazo.

O bitcoin é negociado aproximadamente em US$ 43.470, cerca de 25 vezes a cotação de uma onça de ouro.

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