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Santander lança família de fundos offshore multitemáticos com foco em inovação

O Santander Asset Management anunciou nesta quarta-feira (16), o lançamento de um família de fundos offshore multitemáticos, o objetivo do banco é aproximar o investidor das companhias e negócios que integram o universo da inovação, indústria 4.0 e tendências de consumo.

Se trata do Future Wealth, um Fundo de Fundos (FOF), que investe em fundos de ações multitemáticos e ETFs de diversos países. O fundo vai acompanhar a gestão de várias indústrias e gestores a nível global com o intuito de entregar a melhor rentabilidade para o investidor.

O Future Wealth deve investir em fundos dos Estados Unidos (58,42%), Europa (25,62%), Japão (4,45%) e mercados emergentes (6,40%), com foco principalmente na China.

Em coletiva, o banco Santander mencionou alguns fundos que já integram a estratégia de investimentos do Future Wealth e sua participação no portfólio, entre estes: BNP Circular Economy (5,40%), EDR Big Data (5,30%), Robeco SAM Sust. Healthy Living (5,10%), MS Global Brands (4,90%), CPR Silver Age (4,70%), Nordea Climate & Environment (4,35), BNP Paribas Aqua (4%), Pictet Smart City (3,50%), RobecoSAM Smart Materials (3,30%) e Invesco Asia Consumer Demand (3,20%)

Na classificação setorial, o fundo terá exposição a companhias dos seguintes segmentos: tecnologia (24,80%), saúde (23,26%), bens de capital (12,69%), consumo cíclico (10,98%), bancos e serviços financeiros (6,52%) e telecom (5,65%). E em menos proporção também terá ativos dos setores commodities, consumo defensivo, setor elétrico, imobiliário e petróleo e gás.

O fundo é destinado apenas para investidores qualificados, com R$ 1 milhão ou mais investidos. A taxa de administração do fundo será de 1% ao ano e não tem taxa de performance. O Future Wealth segue como referência (benchmark) o índice MSCI AC World (MSCI ACWI).

O banco Santander oferece ainda duas modalidades de investimento do Future Wealth: com exposição cambial, por meio do Santander Future Wealth Dólar, e sem exposição cambial, com o fundo Santander Future Wealth Reais.

Ambos os fundos têm mesmas taxas de administração e performance (acima citadas). O investimento mínimo é de R$ 50 mil, com investimentos adicionais a partir de R$ 10 mil. O tempo de resgate é D+6.

O fundo tem sede em Luxemburgo mas também será negociado em outros países onde o Santander atua, tais como Espanha, Reino Unido, Alemanha, Portugal, Chile, Estados Unidos e Suíça.

A distribuição do fundo ocorrerá inicialmente para os clientes do private banking do Santander e até meados de julho também será ofertado fora da rede do banco, com apoio de cinco plataformas de investimentos.

O fundo tem uma gestão dinâmica, que combina a gestão ativa de gestores de diversos países com a gestão passiva que replicando alguns ETFs. O ativo é destinado para uma estratégia de investimentos de médio e longo prazo.

Três tendências

Segundo Gilberto Abreu, diretor-presidente da Santander Asset Management Brasil, o objetivo deste fundo é aproximar o investidor brasileiro de negócios e fintechs que integram a nova economia, mas que não são negociadas no mercado brasileiro.

Ele exemplifica que, durante a pandemia, plataformas como Zoom e Teams chegaram a saltar cerca de 4700%, contudo nem todos os investidores usufruíram desse desempenho. Com o Futuro Wealth, o objetivo de Abreu é que o investidor encontre novas companhias, líderes em crescimento, com potencial de se beneficiar de um ecossistema inovador. “O fundo também facilita a diversificação de portfólios de investimento de longo prazo, por causa da baixa correlação com ativos tradicionais locais”, destaca Abreu.

Sendo um fundo temático, a escolha dos ativos que integram o portfólio do fundo tem como norte três tendências: sociedade do futuro, tecnologia do futuro e planeta do futuro.

Na tendência sociedade do futuro, o fundo prioriza negócios que podem se beneficiar com as mudanças demográficas e novas tendências de consumo. Integram o portfólio companhias focadas em envelhecimento da população, millenials, consumidores asiáticos, e empresas que atuam na área de inovação da saúde, com produtos de tecnologia da saúde, bem-estar ou ciências da vida.

No pilar tecnologia do futuro o foco são companhias do universo digital e internet das coisas (IoT), que atuam nos mercados de robótica, inteligência artificial, IoT, fintechs, e-commerce e cibersegurança.

Já no pilar planeta do futuro, o fundo prioriza investimentos ESG, companhias com boas práticas de governança, sustentabilidade e social, que entregam uma boa rentabilidade financeira aos investidores. Algumas empresas atuam nas áreas de transição energética, economia circular, transporte do futuro, mudanças climáticas e escassez de recursos.

Cada pilar representará cerca de 33% dos fundos, a participação de cada subtema pode variar entre 2% e 9%.

Fundos de Previdência global

Para os investidores interessados em aplicar em previdência, o Futuro Wealth também oferece duas opções que podem facilitar a diversificação global, com exposição a produtos previdenciários de outros países.

Um deles é direcionado apenas para investidores qualificados, é o Santander Prev Future Wealth Dólar 40, um fundo de previdência multimercado livre, com investimento inicial mínimo de R$ 30 mil e taxa de administração de 1,25% ao ano. O fundo também possui taxa de performance de 20% sobre o que exceder o índice composto por 40% do MSCI ACWI (em reais) + 60% CDI.

O prazo para resgates é D+6 e o fundo tem exposição cambial.

Das quatro modalidades de fundos Future Wealth, apenas o Santander Prev Future Wealth Reais 20, um fundo de previdência sem exposição cambial, está destinado a investidores pessoa física.

O investimento mínimo dele é de R$ 30 mil, com taxa de administração de 1,4% ao ano e taxa de performance de 20% sobre o que exceder o índice composto por 20% do MSCI ACWI (em dólar) + 80% CDI. O prazo de resgates deste fundo também é D+6.