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Ultrapar, Via e Minerva caem forte; Hapvida lidera altas do Ibovespa

O Ibovespa, índice mais negociado da B3, segue em queda na tarde desta quinta-feira (12) em mais um dia de repercussão dos balanços financeiros. A Minerva, que disparou na véspera, matinha forte recuo, acompanhada de Ultrapar e Via, que também registravam queda acentuada. Na outra ponta do índice, Hapvida e Americanas tinham as maiores altas. Veja os destaques abaixo:

Minerva

Por volta das 14h10, a Minerva (BEEF3), que disparou 14,65% no pregão da véspera, registrava queda de 10,36%, negociada a R$ 8,91, após reportagem publicada pelo Valor Econômico informar que os controladores da companhia começaram a discutir a possibilidade de fechar o capital da empresa. A empresa, porém, negou a informação.

Ultrapar

As ações da Ultrapar (UGPA3) caíam 11,53%, para R$ 15,36. A companhia teve lucro líquido ajustado de R$ 290 milhões no segundo trimestre, mas incluindo efeito de uma baixa contábil realizada na rede de farmácias Extrafarma, o resultado ficou negativo em R$ 18 milhões.

Via Varejo

A Via Varejo (VVAR3) recuava 6,53%, negociada a R$ 12,17, mesmo após dobrar o lucro no segundo trimestre, enquanto o resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado caiu 12,6%, a 485 milhões de reais, abaixo das previsões de analistas, com a margem encolhendo 4,4 pontos percentuais, para 6,2%.

Qualicorp

A Qualicorp (QUAL3) caía 5,36%, para R$ 19,39, ampliando as perdas da véspera, quando desabou 15,6%, após anúncio de aquisição pela companhia do Grupo Elo por 129,5 milhões de reais, além de acordos comerciais com a Seguros Unimed e a Central Nacional Unimed (CNU).

Hapvida

A Hapvida (HAPV3) avançava 5,73%, negociada a R$ 14,76, apesar da queda do lucro no segundo trimestre, ainda afetado pela dinâmica da pandemia de covid-19. Analistas destacaram positivamente melhor resultado financeiro e custos médicos mais controlados do que pares, entre outros elementos.

Americanas

A Americanas (AMER3) subia 3,54%, ao preço de R$ 47,13, após fechar acordo para comprar a rede de hortifruti Natural da Terra por 2,1 bilhões de reais. A companhia também divulga balanço do segundo trimestre após o fechamento.

SulAmérica

SulAmérica (SULA11) acelerou os ganhos para 3,44%, ao preço de R$ 29,20, após obter lucro líquido das operações continuadas de R$ 29,6 milhões no segundo trimestre, um tombo de 92,6% em relação ao mesmo período do ano passado resultado da maior sinistralidade nos segmentos de saúde e vida.

Eletrobras

Eletrobras (ELET3) tinha leve alta de 0,10%, a R$ 39,88, após obter lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre do ano, alta de 439% na comparação anual. O lucro líquido recorrente, que considera ajustes não mencionados nos destaques, teve alta de 601% no período, para R$ 4,5 milhões na mesma base de comparação.

JBS

A JBS (JBSS3), segunda maior companhia de alimentos do mundo, caía 3,64%, para R$ 31,80. A companhia reportou lucro líquido recorde de R$ 4,4 bilhões no segundo trimestre, alta de 29,7% no comparativo anual, impulsionada pelo desempenho das operações na América do Norte.

Azul

Azul (AZUL4) tinha queda de 1,19%, negociada a R$ 37,25, após reportar lucro líquido de R$ 1,16 bilhão no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 1,62 bilhão sofrido um ano antes, ajudado pela aceleração da vacinação no Brasil e efeito cambial.

Oi

A Oi (OIBR4) subia 1,10%, a R$ 1,83, ao apresentar lucro líquido de R$ 1,139 bilhão no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 3,409 bilhões em igual intervalo de 2020. O lucro operacional medido pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de rotina somou R$ 1,284 bilhão, recuo de 5,5% na mesma base de comparação. 

*(Com informações da Reuters)